DECLARAÇÃO À IMPRENSA DE KIM YO JONG, VICE-DIRETORA DE DEPARTAMENTO DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO DO TRABALHO DA COREIA
Kim Yo Jong, vice-diretora de departamento do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, divulgou em 10 de janeiro a seguinte declaração à imprensa, intitulada “As autoridades da Coreia do Sul não podem se esquivar da responsabilidade pela grave violação de nossa soberania”:
Rodong Sinmun, Pyongyang – 11 de Janeiro de 2026

Em 10 de janeiro, o Ministério da Defesa da Coreia do Sul enfatizou repetidamente que a recente infiltração de drones não foi uma operação militar e expressou sua intenção de investigar minuciosamente a possibilidade de se tratar de um ato civil. Prestamos atenção à divulgação dessa posição.
Pessoalmente, aprecio que o Ministério da Defesa da Coreia do Sul tenha feito uma escolha sensata para sua própria sobrevivência ao tornar pública sua posição oficial de não nos provocar nem nos irritar.
Se a Coreia do Sul optar novamente por nos provocar no futuro, jamais conseguirá lidar com as terríveis consequências que disso resultarão.
As atuais autoridades de Seul não têm o direito de tratar o caso passado de infiltração de drones em Pyongyang, cometido pelo antigo e desordeiro regime de Yoon, como um ato de terceiros.
Qual regime cometeu o caso é uma questão de debate dentro da mesma família. Para nós, trata-se de uma grave violação da soberania inviolável da República Popular Democrática da Coreia cometida pela Coreia do Sul, independentemente de ter sido Yoon ou Ree.
Felizmente, os militares sul-coreanos expressaram oficialmente que não foram eles e que não tinham a intenção de nos provocar ou irritar. No entanto, deve ser apresentada uma explicação detalhada sobre o caso concreto do drone que cruzou a fronteira sul da nossa República a partir da Coreia do Sul.
Atualmente, na Coreia do Sul existe uma tentativa de maquiar a grave infiltração transfronteiriça como um “caso civil”, acompanhada da alegação de que “o drone foi composto por componentes convencionais de baixo custo, facilmente adquiríveis” e de que “é um tipo vendido para fins recreativos, comerciais e industriais”. Porém, a essência da situação não reside em saber se o operador é militar ou civil.
Não nos importa se é um tipo que pode ser facilmente comprado e montado ou não, se é de uso militar ou civil, se suas peças são de baixo ou alto custo, nem se se trata de um ato militar ou civil, pois isso não é o que queremos saber.
O que está claro é apenas o fato de que um drone proveniente da Coreia do Sul violou o espaço aéreo do nosso país.
É inegável que os dados de vídeo coletados pelo drone estão relacionados à mina de urânio e à sua bacia de decantação, à antiga Zona Industrial de Kaesong e aos nossos postos de guarda de fronteira, locais pelos quais podem ter interesse. Além disso, existiam de fato um plano de voo e registros no drone. Isso exige uma explicação explícita.
Diante da alegação de que não se trata de um drone militar, parece que buscam argumentar que não houve violação da soberania.
Independentemente de quem seja o autor e de se tratar de um ato de qualquer organização ou indivíduo civil, as autoridades responsáveis pela segurança nacional jamais podem se esquivar da responsabilidade por isso.
Os militares sul-coreanos já se vangloriaram de um “sistema de detecção e resposta a drones em tempo real baseado em tecnologia de ponta”, de um “sistema de defesa em múltiplas camadas baseado na cooperação entre cidadãos, governo, forças armadas e polícia” e de uma “densa rede de defesa antiaérea”. Agora insistem que estavam “ignorantes” quanto a um objeto voador que cruzou a fronteira em baixa altitude após decolar em plena luz do dia numa área próxima à fronteira com o nosso país. Isso é realmente irrazoável e suscitará críticas de sua própria população.
A Coreia do Sul já conquistou uma “reputação” por sua descarada insolência e insistência irracional quando cometeu a provocação de infiltrar um drone no céu acima de Pyongyang em 2024.
As autoridades sul-coreanas jamais poderão se esquivar da responsabilidade por violar nossa soberania e fariam bem em considerar seriamente o alto preço a ser pago por isso.
Se classificarem o caso como um ato de uma organização civil e, em seguida, tentarem sustentar a teoria de que não se trata de uma violação da soberania, verão muitos veículos aéreos não tripulados das organizações civis da RPDC.
De todo modo, a recente infiltração de drones nos ajudou a compreender mais claramente, mais uma vez, a Coreia do Sul, um grupo de arruaceiros e sucata.
