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DECLARAÇÃO DO PORTA-VOZ DO ESTADO-MAIOR-GERAL DO EXÉRCITO POPULAR DA COREIA

Segue a íntegra da declaração intitulada “A Coreia do Sul deve estar preparada para pagar o preço por ter voltado a cometer provocações de violação da soberania por meio de drones”, divulgada no dia 9.

Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), Pyongyang – 10 de janeiro de 2026


Em outubro de 2024, a República da Coreia, um bando de arruaceiros que chocou o mundo ao provocar o incidente de invasão do espaço aéreo de Pyongyang por drones, voltou a cometer, logo no início do novo ano, uma grave provocação de violação da soberania ao fazer penetrar drones em nosso espaço aéreo.

No dia 4 de janeiro, unidades nossas que cumpriam missões de vigilância aérea na fronteira detectaram e acompanharam um alvo aéreo deslocando-se para o norte na área de Hadori, no município de Songhae, distrito de Ganghwa, cidade de Incheon. Após permitir uma intrusão tática até a linha de 8 km do nosso espaço aéreo, o alvo foi atacado com meios eletrônicos especiais e forçado a cair a 1.200 metros do ponto 101,5 da colina de Muksan-ri, no distrito de Gaepung, cidade de Kaesong.

No drone abatido estavam instalados equipamentos de vigilância.

Os órgãos especializados de informação e investigação recolheram os destroços do drone e analisaram o seu plano de voo, histórico de voo e os materiais de imagem registrados.

A análise mostrou que o drone decolou por volta das 12h50 do dia 4 de janeiro na região de Ganghwa, em Incheon, Coreia do Sul, atravessou as áreas do distrito de Gaepung da cidade de Kaesong, do condado de Pyeongsan e do condado de Geumcheon, na província de Hwanghae do Norte, retornando depois pelo distrito de Gaepung, área de Panmun e condado de Jangpung, até Jeokseong-myeon, cidade de Paju, província de Gyeonggi. Percorreu um total de 156 km, a altitudes entre 100 e 300 metros, a uma velocidade de 50 km/h, durante 3 horas e 10 minutos, com a missão de fotografar alvos importantes nossos.

No dispositivo de registro do drone havia imagens de vídeo de 6 minutos e 59 segundos e de 6 minutos e 58 segundos, gravadas por duas câmeras até o momento da queda, registrando áreas do nosso território.

Esses materiais constituem prova clara de que o drone invadiu o espaço aéreo da República com o objetivo de realizar vigilância e reconhecimento do nosso território.

Mesmo após a mudança do governo de arruaceiros em Seul, as provocações com drones sul-coreanos nas áreas fronteiriças continuaram.

Não podemos deixar de mencionar também a provocação cometida em setembro do ano passado, quando a Coreia do Sul fez penetrar um drone no espaço aéreo da República para vigiar e reconhecer alvos importantes.

Por volta das 11h15 do dia 27 de setembro do ano passado, um drone inimigo que decolou da área de Jeokseong-myeon, cidade de Paju, província de Gyeonggi, invadiu o espaço aéreo da região do condado de Pyeongsan, na província de Hwanghae do Norte, e, ao retornar passando pelo espaço aéreo da cidade de Kaesong, foi derrubado às 14h25 por ataque eletrônico de meios técnico-militares especiais do 2º Corpo do nosso Exército, caindo em um arrozal da área de Sasiri, no condado de Jangpung, cidade de Kaesong.

A análise do plano de voo inserido e do histórico de voo registrado mostrou que o drone decolou de Jangjwail-ri, em Jeokseong-myeon, Paju, percorreu as áreas do distrito de Gaepung da cidade de Kaesong, do condado de Pyeongsan da província de Hwanghae do Norte, voltou pelo distrito de Gaepung e pela área de Panmun, e retornou ao ponto de partida, totalizando 167 km, a uma altitude de 300 metros, a 50 km/h, durante 3 horas e 20 minutos. Sua missão era fotografar parte dos alvos no condado de Pyeongsan, o monte Janam da cidade de Kaesong, Panmunjom, a antiga Zona Industrial de Kaesong e postos das nossas forças na área da linha de fronteira, entre outros alvos importantes.

O drone abatido naquela ocasião, assim como o abatido agora, era um drone pequeno de asa fixa, capaz de voar por até 6 horas a altitudes inferiores a 500 metros, equipado na parte inferior da fuselagem com uma câmera óptica de alta resolução para fotografar alvos terrestres. Tratava-se de um evidente meio de vigilância e reconhecimento.

Os métodos de comunicação e navegação empregados, o plano de voo inserido, o histórico de voo registrado e os materiais de imagem comprovam que o drone realizou reconhecimento aéreo e foi especificamente projetado para esse fim.

Na ocasião, o dispositivo de registro continha 5 horas e 47 minutos de imagens de vídeo de alvos importantes do nosso território.

O fato de que drones que invadiram nosso espaço aéreo tenham decolado durante o dia de áreas sensíveis da linha de frente sul-coreana, com acesso civil rigorosamente controlado, e atravessado sem restrições zonas onde estão concentrados diversos radares de detecção de alvos de baixa altitude e equipamentos anti drone do Exército sul-coreano, permite inferir sem dificuldade quem está por trás desses incidentes de invasão.

Enquanto alardeiam a necessidade de “abrir nem que seja um furo do tamanho de uma ponta de agulha” para se comunicar conosco, não cessam suas provocações contra nós, contribuindo mais uma vez para reforçar a percepção de hostilidade inerente à entidade chamada Coreia do Sul.

Nossa posição é clara.

A entidade chamada Coreia do Sul é nosso inimigo mais hostil e imutável, um alvo que será inevitavelmente destruído se ousar nos atacar.

São cópias exatas dos loucos de Kiev.

A comunidade internacional deve compreender claramente onde está a origem da escalada da situação na península coreana e a fonte do risco de conflito armado.

Condenamos energicamente as sucessivas e brutais violações da nossa soberania cometidas por esses arruaceiros e advertimos severamente as autoridades sul-coreanas, que voltaram a expor suas intenções confrontacionistas por meio de provocações abertas.

Devem cessar imediatamente ações que levariam à própria aniquilação em chamas.

A loucura belicista absolutamente intolerável dos provocadores sul-coreanos certamente terá um preço.

As autoridades sul-coreanas jamais poderão esquivar-se da responsabilidade pela escalada da situação.